sábado, 26 de dezembro de 2009

atórom amigo secreto #part[3]

"EU COMEÇOOO", foi o feliz Tom. Com o brilho de "quero comer alguém, comofaz?" nos olhos, aumentou o tom de voz e pegou sua sacola de presentes. Todo mundo já sabia quem ele tinha tirado por causa da sacola, mas quisemos deixar no ar o lindo clima de surpresa.
- rsrs quem queria um presente da imaginariiuuum? rsrsrsrsrsrs '
supressaaaaaaaaaaaa!

em seus olhos, a realidade aflorou: ' quero comer meu amigo secreto, lambuzá-lo de prazer e fazer com que meu peru de natal entre em seu âmago, alimentando-o com paz, amor, amor e sedução. vemk, bundinha gostosa -q. ' /sorriso de safada. te quero.
momento de alegria. **eee ganhay oque eu sempre quis, serei feliz!, pensou Carlos, o amigo secreto do chefe maior tom.
"Minha vez!", começou ele. "Tenho dois amigos secretos... Um da minha amiga Amelie que não está presente (...) Claudeteeeeeeee, é você /oi
*AIDEELS CADE O ESPERMA* /claudetefeliz demais pra se conter. Ao abrir com fome seu presente, descobre as ricas havaianas rosas que sempre sonhou em ter.
- " GEENTEE, era a que eu sempre quis! Estou feliz
demais, incomensurável o tamanho de minha felicidade! Eu acho que..."
-" Calma, Clau! Também tenho o meu pra entregar, calminha aí gata! intrometeu o Carlos, deixando Clau extremamente desconsolada...
Carlos começou, então, a apresentar seu amigo secreto:
- Meu amigo secreto é uma pessoa muito estranha! - e
nquanto na realidade pensava "quero seu koo, vemk vemk. "
Renanzinho abre feliz seu presente e percebe que ganho
u exatamente o que havia pedido: uma linda camisa básica tamanho P. Com os olhos brilhando passa para o próximo amigo secreto, revelando então a pessoa que ele tirou.
* PAUSA NESSE MOMENTO, estou prestes a chegar no clímax da ação*
Renanzinho me tirou!
Descreva-me: Nos en
contramos depois de tanto tempo e agora o presente é meu.
Eu com cara de nunca estive tão feliz: Cd da Lady Gaga The Fame Monster?
Ele com cara de q: Não.
Eu com cara de "Não vou me abalar, pois ainda posso ser feliz!" : Eu te amo, Philip Morris?
Ele com cara de q: Não.
Eu com cara de "Áh, eu dei bastante opções e
m minha lista! Calma!": A hospedeira? rsrs
Ele com cara de q: Não.

Eu com cara de "Tudo bem, não está terminado. Calma, respire fundo! Sorria e continue perguntando, pois você ainda pediu mais duas coisas super legais!": rsrs Um super presente diferente e divertido? rsrs
Ele com cara de q: Não.
Eu com cara de "Oba oba, a camiseta da Hering que tanto sonhei!": rsrsrsrs atórom camisetas da Hering, é da hering né?

Ele com cara de q: Não.
Eu, ainda com cara de "Oba oba, a cam
iseta da Hering que tanto sonhei!": ...
Ele com sorrisão e cara de feliz: Uma linda camiseta da C&A que fará você se sentir uma besha completa neste verão, com gola V e uma estampa m
arcante! Transparente e paguei R$19,90!!! Adore!!!Eu com cara de deboche pois não pude acreditar em tamanha façanha: rsrsrs pare de brimks, fale a verdade. Cadê meu presente? *-*
Ele com sorrisão e cara de feliz: Aqui!, e ergueu a sacolinha cinza chocante da C&A com a etiqueta de R$19,90 pendurada na linda camiseta que fará eu me sentir uma besha completa e que tem um gola V com estampa marcante.
Eu com cara de bunda: Me dá logo meu presente, *pux
a com força sem dizer obrigado*.
Amiguinhos do fundo percebem meu desprezo visível demais pra ser brimks e fazem uma brimks do satã comigo: "rsrs léo, você não vai agradecer?rsrs". Lembro e Relembro de tudo o que passei nesta tarde.
Sangrei na espera das criaturas, aguardei os pães de queijo com meus glúteos ardendo de fome, fui obrigado a aturar as brimks do demônio dos satãs da esquerda, recebi um presente que não gostei e agora, mais bonito ainda, é eu ter que agradecer por esse presente lindo e botar na minha cara que toda a humilhação que passei nesta tarde foi válida porque no outrodia vou ter férias?
Fiz cara de delicinha, olhei para os companheiros com cara de ódio e falei:
- Obrigado pelo seu presente, Renan. Fico extremamente feliz por você ter consciência de todos os meus gostos pessoais e por ter proficiência em minhas habilidades pessoais, como você soube que eu iria gostar tanto desta linda camiseta com gola V que tem uma estampa marcante e me fará sentir a besha mais cobiçada do brasil?
Ele com cara de feliz com a deixa conquistada: rsrs eu sempre soube rsrs.

-
continua.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

atórom amigo secreto #part[2]

"Geeenteee, estamos aqui!!! Venham pra cá, suas pragas impotentes! TOOOOOOOOOOM! CLAAAU!!! CAARLOOS!!!! RENAAAAAAAAAN!!!! Venham pra cá", gritava a trupe que já estava no restaurante. Adoro gritar! Adoro. Eu já estava na minha terceira pepsi quando fomos encontrados. Oi.
Neste mesmo instante em que fomos encontrados, os pobres da mesa anterior começaram a sacar os palitos de dente do bolso e a fazer as outras pessoas passarem vergonha. Desculpem pelo preconceito, mas não pude deixar de notar a unha preta. Deduzi: borracheiro, mecânico ou pedreiro. Tremi de medo e senti que o chefe deles também estava com medo. Era evidente quem era o mestre: um alemão quarentão gatão que eu pegaria, sem dúvida nenhuma, se eu estivesse bêbado e me drogado com pelo menos uns quinze quilos de pó. Mas como sou feliz, fiz o Fábio Assunção e disse não a esse precipício sem volta.Voltando ao que importa: acho que o nosso único amigo bonito de 40 anos estava preocupado porque a cambada acabaria com o seu dinheiro tão soado. Os pobres estavam acabando com a cerveja da churrascaria, teve uma criatura que inclusive levou o filho pra almoçar. Oi maldade! Ele - o chefe maior - me olhou com cara de tristeza e instantaneamente percebi que ali não era o seu lugar.
Ele era destinado a fazer algo melhor no mundo.Com medo no corpo e algo prendendo a minha tensão, almocei com receio de ser assaltado. Vale ressaltar que já houveram quatro tentativas de assalto comigo antes. Duas sucessivas.
Primeira: quando eu tinha 14 anos, um menino com idade pra ser meu filho tentou roubar minha bicicleta. Empurrei ele contra a padaria e ele quase caiu em cima dos frangos que ficam sendo leiloados na entrada delas. Corri com medo. Adoro
.
As outras três foram recentes.
Segunda: estava saindo de casa e indo comprar um passe pra ir pra escola. Um amigo bonito apareceu e roubou meu óculos com 0,75 grau de miopia em cada lado. Até hoje me pergunto a utilidade daquele furto. Ele provavelmente jogou meu Gabbana de R$680,00 na primeira cesta de lixo que encontrou, porque ele provavelmente deve ter pensad
o que "Gabbana" era o nome de algum lustra-móveis que a vadia da mãe dele passava em casa. Adoro. +1
Terceira: essa vez eu sinceramente não sei porque não cedi. Eles queriam meu celular, um V3 na época. Ele já tava fodido mesmo e eu deveria de fato ter entregado. Isso foi em cima de um viaduto às 20hs da noite. Não me perguntem o que eu fazia lá porque eu também não sei, acredito que tenha sido algum tipo de maldição divina que caiu sobre minha auréola. Fui empurrado contra a parede e achei que aquele casal de homens fortes e de cores marcantes iriam tentar abalar minhas habilidades sexuais. Me ralei um pouco, o suficiente pra eu pedir socorro para a primeira pessoa que apareceu na rua. Fui socorrid
o. Glória. Adoro. +2
Quarta e última: Acho digna a entrada de um sh
opping, ela me dá a doce e alegre ilusão de poder e de que eu posso entrar lá e adquirir exatamente tudo o que eu quiser. Em sua entrada, fui assaltado. "Passa o celular, mano", foi o que eles disseram. Eu não passaria meu V3 fodido, mas desta vez não pude resistir. Minha vida era valiosa demais para eu lutar contra uma arma.
Fui obrigado a olhar a faca.


Estas são minhas histórias de assalto. Não tive motivo nenhum para contar, mas contei simplesmente porque na hora em que vi a classe baixa dando uma de feliz no restaurante quase-classe-média, lembrei de todas essas histórias e que eu tenho uma vida por trás de tudo aquilo. Lembrei que tenho três cachorros em casa, que tenho irmãos, pai e mãe que me amam. Tenho tios, tias e uma pessoa que não tá nem aí pra mim mas eu tô aí pra ela. q. Lembrei que ainda faltava muito pra eu morrer e que, se fosse preciso, eu lutaria com todas aquelas forças negativas para ganhar minha liberdade e ser feliz longe daquelas pessoas que arrancavam quilos de carne com um único palito de dente e que babavam cerveja enquanto falavam do corinthians e de xanas que provavelmente já estavam secas.
Antes que eu pudesse terminar o pai nosso e pegar minha fac
a de ataque, olhei para trás e percebi que eles haviam ido embora. Fiquei feliz. Afinal, me livrar daquele grupo era minha nova perspectiva de vida. É por esse tipo de gente que acho que o mundo acaba em 2012, que vejo algum tipo de sentido na profecia Maia.
Uma vez em paz, conseguimos dar procedimento em nosso almoço fraterno. Houve boatos de que no meio do caminho o Tom havia realmente descoberto seu talento de trabalhar em novelas gays e isso realmente instigou o instinto perigoso da Claudete. Uma vez que o almoço se finalizou, pegamos todas as nossas coisas estranhas e nos jogamos pra cima, afim de começar a famosa entrega de presentes.

*continua.

feliz natal

é nessa época que eu percebo que a vida passa e que passou mais um ano, que tenho menos um ano pra viver.
é nessa época que eu percebo que vem aí mais um ano pra eu viver.
é nessa época que eu reflito todas as atitudes que tomei no decorrer do ano e é nessa época que começo a fazer as promessas que vão tomar conta de meu comportamento no ano seguinte.
me arrasto pra lá e me jogo pra cá.


e o que toma conta de mim é só o natal, onde hoje infelizmente a última coisa que as pessoas se lembram é pra quê ele existe.

Felicidades!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

atórom amigo secreto #part[1]

Olha, eu não sei como vou começar a escrever aqui... Mas vou começar a utilizar pseudônimos quando eu quiser tratar de certas pessoas.
Desta forma, vou alterar seus nomes pra não parecer que fica muito na cara, até porque eu não quero que ninguém saia por aí falando que escrevi da galerinha, né gente?
Então quando, por exemplo, a pessoa se chamar
"Carolina", vou mudar pra "Caroline". Impossível de perceber. Adoro minha ingenuidade.
Adoro.


Então liga o motor da tua carroça e se prepara pra ver a minha mente de bosta.
Era uma vez um dia em que vários operários decidiram fazer um amigo secreto onde, em junção com seus chefes e uma linda senhora fã da palmirinha, optaram finalmente por passar um almoço juntos e dedicar algumas horinhas de seu tempo para trazer fe
licidades para seu grupo de trabalho. Para que não houvesse discussões a respeito do que cada pessoa iria dar, foi decidido fazer uma lista com presentes simples e extravagantes, como lançamentos de havaianas com cores vibrantes ou simplesmente uma linda toalha de banho.


Trezentos e vinte reais foram reservados para dez pessoas, onde uma delas furou porque foi viajar. Eu que tirei essa pessoa; muito belo. Acredito que o meu presente chegará ao destinatário, pois a via é confiável. Acho que o Carlos não vai esquecê-lo no meio do caminho ou largar o livro no meio da estante da casa dele. Ele não faria o que eu faria, acho. Enfim.
Ao descobrir que a pessoa que tirei não iria, revelei sua identidade. Recebi um coro digno de "glee" me xingando. Deus abençoe vocês!

Depois disto, nós - as nove pessoas corajosas! - fomos à luta, fazendo as combinações nesta manhã. Onze e meia sairíamos de lá.
Umas nove horas a Despenka nos liga, revelando q
ue desconhecia o fato do encontro marcado ser no almoço. Ela jurava que era na noite e provavelmente nem tinha comprado seu presente ainda. Para passar despercepida pela vergonha, acredito que naquele exato momento ela dirigiu-se à Hering mais próxima para fazer sua aquisição.
Uma vez que seu presente fora adquirido, hora de ir para o lugar combinado. Dividam a galerinha em grupinhos divertidos, onde toda a diversão e toda a alegria fique equilibrada: por ora, vamos achar tudo estranho. Que tal?
Não se esqueçam de dar uma olhada na lista de presentes, galerinha. Eu também adoraria ganhar a polêmica e linda toalha de banho, para que eu possa pensar na pessoa que me deu enquanto relaxo em meus momentos de prazer e vigor.
Enquanto não acontece, vamos passar pra parte que nos dirigimos para a magnífica churrascaria. O garçom olha com cara de feliz e pergunta o que voc
ê quer.
"Teu rabo", penso eu.

Suco de maracujá pra acalmar, adoro pessoas que se atrasam. Em tempo real rola a locução. Reunião com a Claudete e o Tom.
O nervosismo tomou conta do Carlos e do Renan.


Ai que teenso, esqueceram o esperma congelado na geladeira. A Claudete decide então voltar para se seduzir com o doce aroma de seu saboroso líquido. Uma vez prontos, é decidida então a viagem.
Neste mesmo instante, o outro grupo estava se estressando por não poderem comer pão de queijo.
"Cadê a porra do garçom que falou que ia trazer o pão de queijo?", diz a líder da trupe Paloma.
"Vou gritar", disse eu. Gritei. Eles não ouviram.
Acenei alto e gritei mais alto ainda.

"Viado", eles devem ter pensado. Não me importei, afinal o que eu sou mesmo?
Neste meio tempo a favela chegou! AI DEUS, eu não sei como lidar com este tipo de gente. Puxa teu presente e grude ele no teu corpo. Medo de ficar de costas para os pedreiros bonitos, meu koo ficou à mostra. Levar dedada dói! TENSO.


Tempos depois nosso desejado pão de queijo chegou. Com o Marcelo, o Gustavo e a líder da trupe Paloma, comemos deliciosamente todos aqueles pedaços de mal caminho até que nossos outros amigos chegaram. Eis que uma nova batalha começa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

N E O Q E A V

eu tenho medo de falar o que isso significa.
apaguei tudo.
e é bom que fique assim.
apagado.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

formspring!

olha olha, pergunta aí - até em anônimo, não ligo - que eu respondo tudo /polemizomesmo!

www.formspring.me/leoq

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

vícios

quanto vale
o poder de uma letra?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

inspiração.

Acho muito intensa a forma que eu me inspiro pelo que os outros passam. Não é inveja, eu sei que não é... Mas é algo que eu queria pra mim também. É algo que qualquer pessoa quer, independente se o próximo tem, se não tem ou do que vão dizer.
Às vezes são coisas bobas, fúteis e imbecis (?) que de vez em quando nem vejo motivos para que elas existam.

É uma delícia toda essa peça qualificada que se compõe com o passar do tempo, com seu eu inexplicavelmente sorridente e com toda aquela história dos sentimentos imperiais.
Eu sou tão sistemático que nem sei mais o que penso... Todos os meus assuntos acabam no mesmo ponto; tão viável e esperado.
Dessa vez não vou ceder, eu vou aguentar e vou inventar tema - mesmo não estando brincando do jogo dos 10 minutos - e vou fazer com que eu mesmo me divirta com toda essa fauna exclusiva da minha mente.

Hoje descobri que tenho amigos trouxas. Descobri que sou feito de idiota e que nem sempre os amigos secretos são secretos como deveriam ser...
Pode servir como desabafo, mas só quero falar por falar. Pessoas que se comprometem a fazer coisas e por fim desistem são deprimentes. São tristes e dignas de pena.
Árgh, compare-se a desistir de um sonho ou desistir de um amor. Essas comparações só vão te mostrar a verdadeira realidade.

E aí você para pra pensar no que você ganha desistindo das coisas mais simples e importantes da sua vida. Para pra pensar na música que te faz chorar, no quadro pendurado na moldura do teu quarto e nas crenças que você tem em todas suas ilusões. Para pra pensar na frase que está escrita atrás de sua foto preferida, na mensagem de celular que você ficou esperando e não chegou, nas simples linhas e frases dos textos que você escreve e de todas as outras formas de expressão que de alguma forma conectam você com o outro lado que está intocável.

Você sente a saudade, mas não pode tocá-la.
A saudade é intocável e você se martiriza. Se olha.
Vê um espelho derretido:
- Não! Espelho derretido distorce a imagem, por favor volte aqui. Não quero te perder, não quero alguém que não seja você. Não quero ver uma imagem que vá me assustar.
O espelho volta.
Você se recompõe.
O espelho quebra:
- Não! Não quero você destruído perto de mim, não quero ver minhas lágrimas correrem pelos seus olhos e não quero olhar para o outro lado. Quebre meu coração, mas não quebre sua imagem. Por favor, não some do meu controle. Não faça eu me perder, não me faça gritar por socorro. (...) Meu celular está fora de área e estou disposto ao que você exigir para que eu veja sua imagem intacta.
Aonde foi parar essa conversa? Aonde foi parar a inspiração?
Assim está melhor... Me vende o melhor de você.
Eu burlo a mega-sena e te pago o infinito.

o jogo dos 10 minutos

11h50
fala o que quer sem pensar em dez minutos, até acabar o tempo.
eu tenho medo do que minha boca pode soltar, eu sei a sutileza de todos os movimentos que eu faço e sei principalmente da agonia que posso causar sem querer. Sei que a dor é inexplicável, nem esperada.
Assisti ontem "Atividade Paranormal" e não gostei. Quer dizer, eu gostei. Foi chocante, foi tenso.
E não tem nada a ver.
E não quero que tenha, nem sei o que eu tô escrevendo.
São em dez minutos, agora são oito. Já já são sete e ainda não escrevi nada.
Estou ouvindo 99 Times, da Kate Voegele. Não sei quantas vezes já ouvi essa música hoje, mas vale a pena. Ela é foda.
Não canso.
Hoje eu vou chorar muito porque tenho amigo secreto e certamente esse vai ser um dia especial, vai ser um dia que eu vou dar 'adeus' para muitas pessoas que nunca mais vou ver na vida, mesmo que eu não queira. Hoje não quero passar minha imagem de santinho, quero mais é chorar mesmo.
Quero mais é desabafar!
Estou no trabalho e o teclado tá fazendo barulho, mas eu nem percebo; tô com fone de ouvido e o gatinho do meu lado não para de me olhar. Ele não sabe que eu o quero.
Ele não sabe quem eu sou. Aliás, ninguém aqui sabe.
E eu gosto daqui por isso, eu me abro o suficiente. Eu só mostro para as pessoas o que eu quero que elas vejam e elas não me forçam a fazer mais do que isso.
faltam 5 minutos e não sei mais o que falar.
Acho que vou falar da economia, dos blogs gays que sou obrigado a ficar vendo e das pornografias que já perderam a graça.
Vou acenar a minha mão e olhar pro primeiro estranho da rua, vou beijar a cara dele e oferecer meu rabo pra ele comer. Assim ficaremos felizes.
Ou deveriamos.
99 vezes, 99 músicas. Vem logo, Beyonce.
Vem logo, Gaga!
Aham Claudia, falaram que puxei saco da minha ex-chefe só porque mandei uma mensagem pra ela quando saí. Não acho.
Acho que fiz o que foi necessário. Embora ela fosse uma velha chata ignorante e insuportável, ela me deu a oportunidade de estar lá e por isso eu tenho que agradecer eternamente, porque querendo ou não ela faz parte de uma vida que agora fui obrigado a deixar de lado.
Obrigado, sua véia!
É interessante fazer essa brincadeira, você não sabe o que vai sair da cabeça e nem pensa muito na hora que vai escrever. Nem li o que eu escrevi ainda, mas já devo ter esquecido o que falei lá em cima. Falta só um minuto e eu quero dizer que adorei brincar com o tempo.
Faz eu pensar que tenho um tempo limitado pra dizer tudo oque quero, pra dizer quem eu quero e o que eu realmente quero.
então vou começar a falar e
12:00


game over.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

bdr[2]

o desespero é contínuo não só porque vou ter que me despedir do Brasil inteiro e sim porque por mais que eu estude e passe noites sem dormir, vou continuar sem fazer a mínima ideia do que vou colocar nas respostas de minha super prova.


força, criatura.
nós te amamos e torcemos por você, amadão.
quando essa contagem acabar, a melhor vai me abastecer.



dois dias.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

bdr.

o que é mágico, é fantástico. e faltam poucos dias, e faltam poucas horas.
menos de setenta e duas, acho eu.
pra eu me livrar de uma fase.
pra eu sentir saudades de uma fase.
pra eu esquecer dos meus medos - ou pra pelo menos começar a esquecê-los.
pra eu me lembrar de meus fãs. meus fãs. que eu amo. amei. amarei. bonitos, sujos e ricos.
paparazzi.

não é clichê.
é a verdade.
é puro. sentimental. é crítico e analítico.
contagem regressiva pra mudança de tudo, por favor.
eu vou saber tirar bom proveito e vou saber mudar minhas críticas.





três dias.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

a tarde.

Olha, eu tive a tarde perfeita. Eu corri, eu brinquei. Comi pastel e não paguei. Pisei em bichinhos que furaram meu pé e sangrei. Levantei e saí rindo.
Bebi água, tomei sorvete. Eu ri denovo. Olhei os beijos, zoei os beijos.
Fiz peitinho.
Tirei fotos, tirei mais fotos. Aleatórias e não. Vi passarinhos e corri atrás de um. Vi um homem dormindo.
Tirei fotos com o homem dormindo.
Ri outra vez. Ri não, gargalhei.
Ouvi música. Cantei e dancei.
Interpretei.
Usei um óculos de sol que tem quase vinte graus de miopia. Oi.
Comi algodão doce e visitei todas as lojas do shopping.
Conheci uma menina de onze anos. Ela é sedutora e eu não sou pedófilo.
Forrei lençóis no parque e deitei, sendo picado pelos animais da grama que respiram.
Fiz testes pra ver se minha coluna é normal e me foi apresentada uma hiperlordose. Oi, hiperlordose.
Fiz testes pra ver se meu pé é normal. É normal.
Fiquei próximo a um tronco e isto gerou polêmica.
Nas fotos, fiz pose e sem querer fiquei sexy.
Botei a câmera em uma pose estratégica e kaboom! Somos capa de seriado; que bonitinho.
Registrei a cena, faltou não sei o quê.
Acho que tem uma mosquinha ali.
ÁAH, lembrei! Tinha uma aranha em minha barriga, dei um peteleco e ela se perdeu no cabelo de alguém. Houveram gritos.
Histeria.
Ai ai. Tá, calma. Desculpe, mas são os animais. Este é o habitat natural deles.
Estamos em nosso habitat natural.
E olha que belezinha, seu tênis é novo e eu nem reparei.
Todos os seus são iguais, e agora?
Ela está decepcionada com seu amigo que vende o corpo, se prostitui, se droga e não quer saber nada da vida. Ele é indiferente pra mim.
Ela quer um cartão de crédito porque seus pais não aguentam mais emprestar os deles.
Ela começou a fazer contagem regressiva de tudo! Ela vai ser feliz pra sempre com quem ela ama e ela vai provar isso em breve. Ela quer estabilidade e segurança. Ela me orgulha.
Quero ser direito, eu me empolgo com a lei que não protege quem dorme. Serei assassino!
Eu quero férias, adoro as férias. Vontade 10.
Pensa comigo. Balada talvez, quiosque quem sabe. Camisinha, certeza. Me lembre de não esquecê-la, por favor. Me lembre do tamanho também, eu esqueço: é GG.
Depois deposito na tua conta tudo o que a gente passou.

domingo, 29 de novembro de 2009

Direcione-se.

Não existe nada melhor – ou pior – do que se sentir inovado em sua própria casa. Sua feiúra bota sentido na tua cara pálida e você sai por aí corando, com medo de dar um tropeço e com medo principalmente de ficar parecido com um palhaço perdido.

Hoje foi mais ou menos assim. Sabe aquele típico domingo chuvoso que ninguém quer ficar em casa? Então, olha que delícia. Fiquei em casa – depois de ter passado a noite em uma das piores baladas que já fui. Quer dizer, pelo menos não tocou funk. As músicas eram boas.

Esse não é o ponto e eu nem sei como chegar até ele. Hoje eu tive aquela conversa que há tempos eu sabia que teria, mas, mesmo sabendo que uma hora ela chegaria, nunca ao menos tive um tempo pra pensar em como tratá-la.
Ok, não vou mentir. Tive tempo sim. Mas eu não sabia como pensar, eu não sabia nas melhores palavras pra dizer. De vez em quando a verdade é tão crua, vil e cruel que a mentira soa mais fácil. Não sou eu, é o mundo. E isso é fato. E desse fato, fiz um ato.

Consumi tudo aquilo que fiquei segurando pelas últimas semanas pra transformar em uma mentira. Uma mentira que me faria feliz, que faria o receptor mais ditoso e o daria calmaria. Transformei tudo em uma mentira marcada por uma lágrima de tristeza e rancor.

Uma vez ouvi falar que a felicidade não aparece se você sair procurando por ela. Ela vem somente se você limpa sempre a sua casa e prepara a cama para ela. Mesmo que ela não bata o cartão no fim da noite, você tem que preparar tudo com todos os sorrisos. Você tem que deixar a água na cabeceira da cama e fazer com que ela apareça.

Tolo quem acredita que a felicidade bate na sua porta sem você precisar fazer nada. Existem outras pessoas também que a querem tanto quanto você e essas pessoas talvez estejam se esforçando mais para conseguir conquistar a felicidade. Se tiver uma fila, em algum lugar você está.


Não é o tipo de fila convencional que você pega a senha e espera sentado enquanto lê um livro. É o tipo de fila que você faz um livro enquanto pensam que você está sentado. É a fila da esperteza, da luxúria e dos sete pecados capitais.

É aqui onde você passa a perna nas pessoas para que elas saibam que você não está brincando.

Independente disto, você faz sujeira. Você acha que se apaixona. Você diz “te amo” como quem diz bom dia e gosta disso. Você acha que encontra o amor sem perceber que quem realmente te encontra é ele.


E não vou mentir não, você é tolo por pensar que a vida é tão simples como parece. Você é tolo por pensar que conta-se uma vida com uma coletânia de discos maravilhosos e com músicas que te fazem chorar. Tolo por achar que sabe dançar, por achar que ser feliz é contemplar o que lhe falta e não o que tem.


Você seria tolo se não soubesse viver. Viva, mesmo que pra isso você tenha que recriar o útero que te suportou por nove meses. Recrie em outros termos aquilo te preparou para os anos subsequentes.

Não tenha pressa, uma hora você vai conseguir ser feliz. Ainda que demorem dez, vinte anos ou que você apenas encontre a felicidade quando faltar pouco tempo pra você morrer, vai valer à pena encontrá-la.

Ria sem motivos, mesmo que sozinho no silêncio da noite. Nem ao menos vai perceber a poesia de tudo o que você vive.


E o mais óbvio: não se intimide, continue dizendo que se ama. E que ama.

Te amo é melhor que bom dia.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

heal the world, make it a better place.

Hoje eu não acordei - eu levantei da cama.
Veio, por mais um dia, a sensação de que nada vai mudar. De que eu tenho tudo pra se resolver e que nada vai ficar do jeito que eu quero, como se a culpa principal de tudo fosse uma vontade obscura minha que nem eu escolho, como se fosse um estado de espírito que eu tivesse o poder de controlar.

Talvez eu até seja feliz assim, mas sinto que enquanto eu não abrir mão de certas privacidades, as coisas só tendem a piorar.

E é foda, isso.
Ver fora de você todas as vibrações que você queria ter como apoio.

É foda ver seu peito doendo toda vez que você lembra de como as coisas poderiam ser, é foda não poder fazer nada enquanto no fundo no fundo você quer fazer tudo. Sua consciência redobra e você se fragmenta em pequenas partículas, esperando que a cada minuto que passe elas te transmitam algo de positivo - ou simplesmente algo neutro, que não te cause tanta dor.

Eu sei que não tenho do que reclamar porque minha vida é perfeita, mas isso me assusta. Me dá medo e detesto. Não gosto dessa sensação de falta de auto-controle e confiança, como se tudo acontecesse em minha frente e só depois eu fosse descobrir.

Preciso muito me ocupar com algo que faça eu esqucer desses problemas imprecisos e desnecessários. Preciso de algo que me tire desse lugar por instantes e faça eu viver algo perfeito.

Não vou ficar desabafando muito e nem vou falar o que se passa. E não digo nada porque não deveria ter cabimento eu me remoer por algo assim, mas eu talvez o faça porque eu - em algum lugar! - deva ainda crescer muito e aprender a conviver com o erro dos outros.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

história #2 : morte

Faleceu minha tia-avó. Fiquei triste, ela era uma pessoa maravilhosa, feliz e com uma perspectiva de vida altíssima que não se abalava. Ela estava bem quando sentiu falta de ar e, em questão de cinco minutos - puft!
O coração parou de bater, parou de respirar. Parou. Fim. Porta fechada na cara, chegou a vez dela. Jesus veio salvar. Morreu, mêu bem!
Quando penso na morte penso nas coisas que eu deveria fazer antes que ela aconteça. É inevitável, eu sei. E todas as pessoas já estão cansadas de saber que daqui cinco, dez, vinte, cinquenta, sessenta anos elas vão morrer. Vai chegar a vez delas. Comigo não é diferente, sabe...
Essa semana eu estava dormindo e tive uma sensação horrível. Minha mãe uma vez me disse que o momento mais propício entre este mundo e o mundo espiritual é quando você está dormindo e acordado, naquele meio tempo que você começa a pensar besteira.
E tenho certeza que eu estava nesse meio tempo, porque senti como se meu peito estivesse sendo inflado como uma bexiga que você assopra. Senti uma sensação de desespero - não dor, desespero - porque eu não conseguia respirar e, pior, eu nem sabia respirar. Desaprendi. Nesse momento eu parecia flutuar com meu edredom e a cada vez que eu tentava aprender a respirar, parecia que eu flutuava mais ainda para o alto. Sei lá quanto tempo fiquei assim, mas logo o desespero passou e perdi o medo. Quando perdi o medo, voltei para minha consciência e a impressão que deu foi a de cair na cama.
Crente de que eu não fosse mais me reconhecer, respirei o ar como nunca. A respiração foi típica de quando você se afoga em uma piscina e chega a superfície, disperso na sua respiração automática gostosa que te recompõe em segundos.
Acho que a coisa que mais tenho medo nessa vida - além de me perder e esquecer quem eu sou - é morrer. Não porque eu vá para um lugar que eu não conheço, que eu vá para o mundo espiritual. Não porque eu possa reencarnar anos depois no corpo de alguém. Não porque vou virar "espírito" e ficar rodeando a terra pra ficar assombrando (ou não) os outros. Não tenho tanto medo do desconhecido.
Meu medo maior é não saber mais me reconhecer, independente do que venha a acontecer. É o medo de tudo me cegar num piscar de olhos. De eu deixar de existir.
Kaboom!
Medo do sumiço repentino - pior do que qualquer blecaute - onde somente sei que a única visão que vou ter não é nem um preto que enxergo quando os olhos estão fechados, até porque nem tem preto - assim como não tem nada. É o medo de não ter branco, não ter cor! Não ter cheiro, voz nem matéria. É o medo de perder os sentimentos. É o medo de encontrar tudo incolor e sem vida. Medo de encontrar o fim, onde provavelmente estarei arrependido por não ter dado o último sorriso de graça enquanto ainda ria dos meus problemas e vivia a vida reclamando dos amores, ao invés de chegar até eles e dizer o quanto valiam para mim e o quanto amei eles até a hora que eu não pude mais aguentar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

frequência.

pra quem vou me despedir em breve, posso não dizer isto com frequencia - ou se digo, não digo o tanto quanto deveria - mas a verdade é que eu gosto muito de vocês e falo sério quando digo que vou ter que reaprender a viver e a criar novos costumes sem vocês pra me ajudarem. A verdade é que eu passei três anos reclamando de uma vida que já começo a sentir falta, que eu acreditava que não iria me adaptar e que tudo passaria sem nada marcante.
é, cheguei a ser assim. Cheguei a não ter pretenções nem vontade nenhuma; só querendo ir pra escola por ir. um ato infantil, é fato. Ninguém mais faz isso... E se fazem, eu entendo. Eu era assim até pouco tempo atrás.
Até que algo mudou em mim... E não foi só o jeito de vestir ou a forma com a qual eu ia pra escola pra tentar fazer qualquer coisa. Sei lá!
Foram os amigos que eu guardei pra viver a vida comigo, foram as réplicas de amores que guardei escondidos, foram histórias e foram matérias que passaram pela minha cabeça com uma importância temporariamente significativa.
E foi tudo junto numa coisa só que me impulsionou a dizer que é disso que sinto falta.
E sinto mesmo, o que pensar?

Que eu faço plágios? Eu adoro plágios! E amo muito tudo isso!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

história #1

Olha, eu sei que não sou o filho perfeito. Sei que não trago tantos orgulhos como eu deveria trazer, sei que eu magoo muito mais fácil do que trago felicidade; mas é assim que eu sou. Eu não percebo. Pra falar a verdade, eu tenho medo. Medo de me perder e medo de não saber me aceitar de verdade. Medo de meus pais tentarem restringir minha personalidade e medo de que eles não estejam lá quando espero que estejam.

Sabe, é fácil pra uma pessoa julgar o comportamento de outra quando sabe que esta está errada. O difícil é essa pessoa se olhar no espelho e perceber que, mesmo que ela não saiba, ela traz decepções. Ela magoa. Deixa triste e esquece de ver o lado positivo das coisas.

Isso foi o que aconteceu comigo nesse fim de semana. Sabe, projeto de escola não tem nada de novo pra acontecer. Foi uma conquista - que eu não tive prazer em ter conquistado, é fato! - mas mesmo assim foi um acontecimento e eu quis deixar claro quem eu queria ao meu lado. Eu tentei e eu chamei. Juro. E foram!
Isso foi bom, mas o que não me agradou foi um chilique repentino do meu pai por ele ter supostamente me visto "dançar" rebolando entre dois meninos. Tenha a santa paciência!

Esse preconceito vai matar ele e vai acabar me sufocando também. Quando fiquei sabendo disso, não pude aguentar o nó da gravata rosa/lilás/roxa ou sejaláquecoraquelamerdaera e simplesmente quis fugir! Fugir dos problemas, fugir desse projeto, fugir daquela escola que deveria estar me proporcionando os últimos momentos prazerosos e fugir dos amigos que deveriam estar me salvando. Ver minha mãe com lágrimas nos olhos me partiu em três esferas; me desconcertou mas, ao mesmo tempo, eu vi nos olhos dela a vontade de me entender/defender e de compreender que meus problemas com ele estão apenas começando. Se estou errado, eu não sei.

Não tiro o direito dele de se decepcionar (mesmo que eu não entenda) da mesma forma que eu não tiro o meu, afinal ele nem ao menos quis me ver.
Agora fica com graça e evita falar comigo. Me responde com palavras monossílabas e faz o maior de esforço pra não precisar de mim.
Quando fala, é grosso e só fala o que precisa falar. Quando quero puxar assunto, ele responde dando a entender que não quer falar comigo. Quando pergunto se ele tem ódio, ele fala que isso é um absurdo e que um pai jamais deveria ter ódio do filho. Quando eu preciso, parece ser um esforço. Quando ele precisa, pareço ser obrigação. Quando penso que estou começando a ficar bem com ele, esse maldito preconceito volta e quebra todas as barreiras que outrora quisemos criar.

Depois ele vem, fala que em casa não somos uma família e que "deve ter algo de errado com ele". Não vou desmentir ele por completo, mas tem algo de errado sim e essa família não deveria fazer muitas coisas que faz. Me incluo, sou errado também. Mas quer saber? Eu tento mudar quando acho que estou errado, enquanto ele somente cobra por coisas que ele não cumpre também. Ele exige atitudes que ele não tem...

Como se pode exigir companheirismo se o membro maior e mais exemplar da casa foge de você e não te reconhece quando você mais precisa que ele esteja lá, mesmo que seja pra dizer um simples "parabéns"?
Como lidar com essa imagem e com os problemas que o mundo de fora vai te trazer, quando na verdade você precisava de sua família pra te dar apoio com isso?
O que fazer quando você mescla todos os problemas e junta tudo em uma coisa só?

Família, em meu conceito, existe pra te dar lar, paz, refúgio consolo e principalmente pra te curar e proteger de todos os problemas que o mundo de fora faz você enfrentar... E ela é assim, eu sei!
Mas não nego.
Eu me confundo.
Quem vai me proteger se meu problema maior está dentro de casa?

sábado, 7 de novembro de 2009

condições variáveis

IF (meu comportamento == dúbio)

A verdade é que no fim de tudo, mesmo que eu ainda não acredite, tenho certeza absoluta que me vou sentir perdido e vou sentir falta de tudo o que estou passando. São os últimos momentos, é agora que eu tenho que ver se a luz do flash foi nestes três anos suficientemente atraente a ponto de eu me certificar que a figura ficará gravada pra sempre antes que entre a próxima linha de minha programação.


Else IF(saudades == batem forte no peito)

Aqui, não sei programar. Não faço a mínima ideia de como proceder e pra falar a veracidade eu já estou com receio do que está por vir... Meu maior medo provavelmente não é “perder” essas pessoas que conviveram comigo por um tempo tão grande, o meu medo maior é não ter essas pessoas pra me apoiar nesse tempo maior que está por vir; valeu de alguma coisa terem me dito que nessa vida nova que ingresso não vou ter pessoas pra me segurar pela mão e que me mostrem o caminho correto. Aqui tenho um laço dentro do outro, assim como me enlacei com todas essas pessoas que de alguma forma me marcaram. Todos em conjunto uniformemente variados.

___While (enquanto eu respirar)
___Vou me lembrar de vocês


Else IF(e se você não souber lidar == como faz?)

Relaxa, você não é o único; há um erro de concordância e o programa vai travar. Não é você, somos nós. Nós não sabemos lidar.
Essa é a parte da programação que você sabe que nem se você jogar no Google e ir até a ultima página da pesquisa vai achar um tipo de variável que vai poder armazenar todas as respostas que você procura. Agora você vai ter a chance de mostrar para o mundo todos os seus sonhos e todas as suas ambições. Seu banco de dados acabou de ser criado, trate de cuidar bem dele pra não ficar incoerente com seu sistema. Ele vai crescer como você.


Else IF(se o fim dessa fase == perder amigos)

É impossível não pensar nisso e eu falo por mim quando digo que prefiro acreditar que com esse fim estarei ganhando amigos, pois dessa forma vou perceber quem foram as pessoas que ficaram comigo até o fim e que desde o começo me ensinaram o básico do básico da lógica de minha programação. Eventualmente vai ter aquela pessoa que você nunca mais vai ver na vida e isso não é uma linha com um código errado. Não é nem um código que falta, um código que não valeu à pena. Nem ao menos é um código; é um branco que com o passar do tempo vai passar por ser tão insignificante. Quem está com você, você vai lembrar. E não tem essa de “com o tempo, vou esquecer; vão esquecer”. Tudo aquilo que você ama e pelo menos uma vez na vida colocou por cima dos seus próprios ideais, não somente vale a pena ser lembrado como será. Mesmo que você tente não lembrar, sua consciência ainda sabe da significância que você foi para as outras pessoas; para os outros algoritmos.


Else IF( eu gosto de você == eu te apoio)

Se de alguma forma vai valer a pena eu dizer que amei todos os momentos que passei juntos com essas pessoas, vou ter o orgulho de botar um fim na minha programação porque sei que além de tudo, contribuí pra pelo menos botar um pouco de confusão nesses três anos. Quero fazer parte do fluxograma da vida de muita gente e quero que muita gente faça parte do meu. Quero não me importar com esses termos chulos, nerd’s e não-tão-nobres porque daqui a pouco não vou ter a oportunidade de fazer isso e provavelmente vou me arrepender. Quero o abraço apertado e o sorriso estampado. Quero dizer que, apesar de tudo, sempre terei uma declaração de minha programação que pode ser alterada. Quero agradecer. Quero dizer que apoio vocês. Quero dizer que quando a saudade for demais e não caber no meu peito, vai escorrer pelos olhos. Quero mais tempo pra ficar com vocês e como nunca fui sincero antes, quero dizer que amei ter vivido tudo isso que eu vivi.


End IF

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

estar afim

Não sei o que é mais preocupante: estar afim de uma pessoa e não saber sua orientação sexual ou estar afim e saber que ela não gosta da mesma coisa que você. Nem tudo o que parece é daquele jeito.
É aquela amizade que você sempre teve medo de explorar.
Isso tem me preocupado um pouco ultimamente. É um desejo carnal mais forte do que eu, é a vontade de ter o enlace dos corpos que sei que consequentemente vai me trazer o tão aguardado prazer. Tenho me perguntado se pode valer a pena dar uma investigada e instigada para - pelo menos tentar! - ser um pouco mais maleável e descobrir se aquilo pode me trazer algum benefício futuro ou simplesmente vou ter que me contentar em ficar na dúvida porque a resposta pode não ser o que eu esperava. A dica varia, mas não muda a variável.
Nem que eu conte até dez, nem que eu conte até vinte... Simplesmente não sei responder isso e a minha preocupação está me tirando do sério porque sei que ainda virão mais meses e que nestes meses essa intensidade carnal vai apenas aumentar. A voz se ampliará e a cada vez que as horas passarem vou querer mais aquilo que nem sei se posso ter. Socorro, Javé Salvador! Socorro, Cicarelli!


Como faz? Não faz?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

VDM

"Hoje, eu saí pra jantar com minha família pra comemorar meu aniversário de 18 anos. De brincadeira, eu coloquei 3 palitos entre meus dedos pra ficar parecido com o Wolverine. Eu virei pro meu sobrinho de 6 anos e perguntei, "Quem sou eu?". Ele respondeu: 'Um idiota'. "

terça-feira, 3 de novembro de 2009

os minutos que antecedem

É dia de sol e você põe sua melhor roupa. Se é mulher, se maqueia e faz questão de dar a volta na cabeça e ainda fazer um lacinho com o delineador. Se é homem, aí depende. Tem uns que só jogam o boné... Dizendo por mim, eu adoraria me arrumar por uma meia hora antes desse momento.
Você chama seus amigos - ou é chamado - e vai dar uma volta.
Vai pro parque, pra praia ou pra casa de alguém - onde tudo provavelmente vai acabar em bebidas e álcool.
Se pá vai ter sempre algum deturpado que vai acabar jogado no canto de tão drogado que ficou. Tua reação vai ser nula, afinal você não tem culpa das identidades exóticas alheias e tampouco vai se prontificar a cuidar do drogado do dia. Pega tua câmera e registra a cena.
Dá mais uma voltinha e se sente perdido. Uns causando, outros drogados. Alguns casais e alguns igual você. Perdidos. Não digo perdido como se você não soubesse o que faz ali, porque você provavelmente sabe. Mas perdido no sentido de que todos eles têm uma noção do que querem, todos eles estão felizes - ou tristes - por algo que escolheram e que - em pelo menos alguns casos - eles não trocariam esse estado de espírito por nada nesse mundo.
Você bate a foto sem saber entender em qual ângulo vai se encaixar melhor. Continua na boa com os amigos e observa os casais se beijando - e não se espanta por eles serem gays porque você sabe que também é - e verifica os outros amigos, dispersos no que sabem fazer de melhor sem ter a consciência de que aquilo provavelmente não é nada perto do que são realmente capazes de ser (e fazer).
Você se lembra que quando a saudade não cabe no peito, escorre pelos olhos. E não consegue bater a foto disso.
Espera que uma mensagem subliminar te chame a atenção e te mostre pra quê você realmente serve. Se é para amar, se é para se drogar, para beber, ser observador e bater foto ou simplesmente comentar a respeito da vida dos outros, confiante de que algum dia alguém fará o seu papel e comentará a respeito de tua vida com exatamente o mesmo receio que você tem com as palavras.
Agora a foto é imaginária. Dá um sorriso com a mão na cintura ou manda beijinho? Desconhece a pose.
Passa o cartão, compra a cena e espera sentado o dia em que ela vai se salvar.

sábado, 31 de outubro de 2009

eu poderia...

Eu não tenho a pretenção de começar mais um post gay - como sempre faço - e sair reclamando daquilo que já nem sei mais se faz falta. A intensidade me pegou de jeito mais uma vez e me botou no campo de batalha.
No mesmo campo de batalha. De lá eu sinto que não tenho mais forças pra sair. Prometi que não escreveria mais nada a respeito dessa pessoa porque isso só me fazia sofrer, mas sabe de uma coisa? Minhas promessas não valeram nada porque me orgulho de mentir, nesse caso. beijosmeliga.
e eu queria muuuito não ter o orgulho e ter a coragem suficientes pra poder dizer tudo aquilo que eu quero dizer antes de me arrepender. Quero muuito dizer o quão importante essa pessoa é - ou foi, não sei - pra mim.
Relembrar que mesmo que o tempo tenha passado e o sentimento diminuído , pretendo deixar claro o quão rápido tudo se formou e o quão especial foi o meu tempo com essa pessoa antes que o caso do acaso veio transformar tudo em caos. Hoje vem na cabeça tudo aquilo que a gente poderia ter sido, tudo aquilo que eu poderia ter dito, o beijo que eu sem querer desperdicei, o ' eu te amo ' que você segurou por trás das mangas esperando que eu sorrisse mais forte pra você e toda aquela ladainha de quasecasaisgays que não consigo mais esquecer.
Falando diretamente.

Você é uma pessoa que eu com certeza seguraria nos meus braços o mais forte que eu pudesse pra não escapar, é uma pessoa que eu iria querer compartilhar minhas felicidades e minhas tristezas, é uma pessoa que sem dúvida alguma faria um curto-circuito nervoso em meu coração (já que só de te ver ele estoura de tanto bater).
Com certeza absoluta você teria tudo o que eu pudesse dar pra curar qualquer ferida que tivesse e garanto que qualquer lagrima que supostamente pudesse aparecer em seu rosto, eu daria um jeito de limpar com todas as forças que eu tivesse e que também não tivesse.
Eu poderia ter te amado.
Poderiamos ter nos amado.


O que há de errado nisso?!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

entre o bom e o melhor

eu odeio esse tipo de briga involuntária, que acontece sem a gente perceber e até mesmo sem querer.
É o meu jeito querer ter a atenção de todos, querer viver ao redor de todas as pessoas que são importantes pra mim e querer, ainda mais, que elas saibam que elas são importantes pra mim. Provavelmente é um erro meu não saber identificar quem são essas pessoas, porque já me ferrei muuuito por pessoas que não mereciam o que eu sentia por elas e já destratei muito a pessoa que sempre esteve do meu lado pra apontar quem prestava e quem não prestava.
Hoje é a vez dessa pessoa de precisar de mim e precisar do meu cuidado onde as feridas dela ardem. E não sei demonstrar.

Não estou errado, sei que não estou. É uma faca de dois gumes e eu sei que pra qualquer lado que eu for eu vou me ferrar...
Mas independente disso, o melhor é que eu sei qual caminho eu tenho que tomar. Só não sei se minha decisão é a melhor... Tenho que ir para onde é melhor pra mim ou pra onde não vou causar tantas dores para as pessoas que me importo? Eu preciso de conselhos de amigos nessas horas. E são deles que estou falando.

Pra ter um, vou ter que abdicar do outro e não importa o quão liberal e simpático que eu seja, um dos três corações vai sair mais ferido nessa história.
Apesar de todas essas invenções, folgas e litanias que eu posso inventar - ou desejar ter inventado -, a única certeza que eu tenho é a certeza e a convicção de que eu daria tudo o que eu pudesse - e que não pudesse também - pra que esse coração ferido fosse somente o meu.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

me encontra em meia hora?!

Eu sonhei alto, gritei no meio da rua. Quis compartilhar e não deu tão certo assim. Talvez, num instante pasmo de um segundo contínuo, eu viva a vida. Quem sabe assim, dessa forma, eu me identifico e descubro o que realmente espero de mim mesmo.
"Me encontra em meia hora?", me perguntam.
Pra quê? Viver?
Não sei.
Não quero, estou bem.
Sinto-me cômodo, sem a necessidade de ter de sair de onde estou pra fazer algo que não vai me atrair. Que desconheço.
Provavelmente é por isso que o desconhecido é temido, não porque é perigoso e sim porque não sabemos lidar com ele. Com esse conspículo vai-e-vem de informações. E é estranho, sabia? Toda essa farra de olhos virados, caretas forçadas por duas teclas do teclado ou os sorrisos amarelos escondidos por trás de um nariz vermelho. Disso nada espero - nem conseguiria, se eu assim o quisesse - e nem mesmo minhas ideias luxuosas de saber com o que estou lidando dariam conta do turbilhão de informações conectadas e compactadas dentro de mim mesmo. Eu não sei. Nem eu sei!
Não me arrependo e não me preparo para o que vai vir. Eu aceito, sem reclamar. Faz parte da vida, creio eu... Se não fizesse, não viveriamos. Logo concluo e me ausento. Aquieto.
Pego minha mochila, meu celular, minha carteira e me certifico de que tenho tudo aquilo que preciso pra existir mesmo que um pouquinho melhor. Caminho na rua e inconscientemente me preparo pra fazer a pergunta para a pessoa mais próxima que estiver disposta a viver.
"Me encontra em meia hora?"

terça-feira, 20 de outubro de 2009

sempre mais!

Eu não sei se consigo tomar decisões com precisões, mas de tudo um pouco vem... e eu, dessa forma, não quero passar pelo arrependimento de não ter tomado uma decisão que eu deveria ter tomado.

O limite da covardia é até onde ela se transforma em fraqueza. Nesse instante, porém, todos os problemas que você sempre almejou aparecerão como nunca e se você reclamar, de nada vai adiantar. Pelo contrário: ao invés de fazer o papel de velho ranzinza e nojento com a vida, você deve ficar contente porque você agora, pelo menos, tem o que sempre quis: os problemas que outrora eram camuflados.

Seja cético preocupe-se apenas com aquilo que você visivelmente percebe que merece sua preciosa atenção... e quanto ao resto, deixa que a vida leva.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sorria, você está sendo filmado!

Se estou sendo filmado, a graça de sorrir é só pra sentirem meu sarcasmo.
Nesses instantes eu sinto que as ideias são ideais, que meu sarcasmo é somente medido pela quantidade de vezes que uso ele. E esse sentimento, por falar nisso, é uma arma de duas pontas. É perigoso sim, pois há o risco das pessoas desacreditarem em minhas perspectivas de tanto que eu o uso. Sei lá!
Tudo é natural e normal... E da mesma forma que você usa seu sorriso pra mostrar que você está feliz, seu sarcasmo sai do bolso pra mostrar que felicidade também nasce de uma mentira. De uma mentira que talvez não seja perigosa, mas que pode mudar tudo o que você pensa de uma forma momentânea.
Assustadora.

Depois de tudo e por tudo... Passar por esses riscos de se deixar perder por um sarcasmo tão idiota, um sentimento fútil e sem significância, vale a pena refletir: pra quê sorrir se o sorriso vai ser só a transparência do que você quer passar?
Desculpe, pode continuar me filmando.
Não vou sorrir.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

amor de perdição

Uma perdição mesmo. Eu não sei mais o que faz ou o que não faz mais falta, porque neste fim de semana parei para pensar em mim mesmo. Tenho certeza que o que eu sinto agora vai mudar logo e vou voltar a sentir tudo aquilo que cheguei - ou chego, ou vou chegar - a sentir. E foi desse grande impulso que cheguei a onde estou.
Eu não quero ser nada que não seja eu, não quero sentir nada que não seja meu. Vou dizer sim pra mim, embora eu saiba que o não é mais convicto.

E para onde eu vou... é longe de onde eu vim. Vou para um lugar onde "amo você" valha algo, algum lugar que as montanhas aspirem tudo aquilo que tenho a dizer, me dão uma resposta válida e me convencem de que tudo aquilo é algo que faz um piano tocar fervorosamente e que, principalmente, será algo que faz seu próprio coração palpitar de temor. Se você não é assim, tem que ser.
Vem pra cá e viva a vida sem medo de botar alfinetes no coração. Uma hora eles saem. E a cicatriz só fica pra anunciar que ele tá mais forte e convicto pro próximo amor que vier.

Assim foi, assim vai ser. ;)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Fim de ano, chega logo?

Porque assim que você vier, todo o resto que está me provocando vai ser obrigado a ir. Tudo fica mais fácil quando não tem controle por perto. Disso não tenho o que reclamar, não tenho controle nenhum. O que acontece é eu me sentir controlado por uma linha visível, um cabo de aço; um medo que me aflinge e que me expulsa de minhas próprias orações e que faz com que elas pareçam impulsos previstos em uma mesa de jantar.
A minha vontade é meio estranha, não é compatível com a vontade que as outras pessoas sentem. Eu quero atacar o celular na parede, falar palavrões para criancinhas, dar tapas na cara de pessoas inúteis e gritar no meio da rua pra ver se eu consigo ser ouvido, se consigo pelo menos em um parte dizer que todo o "sozinho por você" vai ser ouvido também; quero voltar para uma vida.

Não dou conta disso! Eu não consigo mais nem dar conta de minha imaginação, visto que a cada dia que passa ela está em um lugar diferente do mundo. Ela - a minha mente - é mais viajada do que o papa e provavelmente mais rodada do que prostituta de esquina; ela tem vida própria, ela não me obedece. Não me deixa escrever aquilo que quero realmente escrever porque nem eu aceito as ideias que nem se formaram na minha cabeça.
Eu quero cantar, escrever outra música. Quero dizer te amo colado no ouvido, assoprar quente no pescoço pra ver o eriço de alegria. Quero falar o quão importante todos esses anos foram pra mim e quero me despedir deles da forma mais inapropriada possível.
Almejo sumir. Desaparecer com meu coração e, se for possível, escondê-lo em uma luva que o aqueça como ele nunca - ou quase nunca - esteve antes.

domingo, 20 de setembro de 2009

amor do ano!

De tanta reflexão, uma hora você chega a pensar com a razão e não mais com o coração e a emoção. Foi uma notícia de madrugada, uma consciência meio reflexiva. Meio sem saber se você bota a ativar o canal da televisão que você tentava evitar por tanto tempo. Que você nem ao certo soube como evitar nem se deveria evitar.
E sendo mais claro, vou continuar gostando de uma pessoa até que por algum acaso eu a esqueça. E isso não será algo difícil, doloroso tampouco inaceitável. Tudo é válido e de nada me arrependo - ou se eu fosse me arrepender de algo, tá certo, eu me arrependeria de não ter tentado um pouco mais do que eu tentei porque, diga-se de passagem, não foi nada.
Essa é a a minha culpa.
Meu percebimento é quase um atrevimento, mas faz sentido. Porque mesmo que por alguma coincidência louca o sujeito quisesse o que eu tinha a oferecer (mesmo sem demonstrar) ele também tentaria algo, não? Desta parte, a culpa não pode ser minha. Ele que se arrependa.
É com essas que acabo crescendo e virando homem. Disto eu jamais vou poder me arrepender, porque se eu for querer alguém do meu lado, vou querer alguém que saiba tomar decisões pelos dois e que não queira ficar brincando de casinha e jogando bola nos fins de semana enquanto têm problemas a resolver. Quero um homem, não uma criança.
Talvez essa seja a minha resposta, mas de nada ela vai adiantar se eu continuar amando essa criança que não sai da minha mente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

olhos brilhando

Quando tudo volta a correr como antes, você se vê impossibilitado de pensar. Pra falar a verdade, a poesia é aquela que muitas vezes faz você se levantar. Você levanta, corre, corre, corre e sai voando atrás daquele premio escrito no seu bilhete premiado e, quando você chega até ele, a porta bate na sua cara e você quebra o nariz; eu não riria.

De vez em quando, vale a pena se sentir vivo e levar umas broncas. É a mesma coisa que perceber que nos olhos de um peixe há lágrimas, é como perceber que no seu sorriso feliz a traição é iminente. É como botar um ponto de interrogação no meio de uma vírgula e fazer comparações ridículas no meio de várias frases que você luta com vivacidade para fazê-las ao menos parecerem vivas.

Crescimento é inegável e sinceramente não posso ser descartável, eu tenho me sentido muito bem por estar me acomodando no chão e por dormir por cima de muitos problemas que eu daria sei-lá-o-quê para não ter que passar por cima. Espanto-me quando nas madrugadas meus próprios sussurros me acordam e fazem-se tão impotentes dentro do próprio círculo – e isso de vez em quando me faz pensar que preciso de um juiz pra saber se o que penso que faço é certo ou errado e, ao mesmo tempo em que penso isso, boto minha própria autoridade por cima e sem querer mostro que quem manda sou eu.

Eu não tenho mais medo nenhum de sair por aí falando que perdi algo ou que deixei de amar algo que hoje me faz diferença. Nunca me fez ausência – aliás, o que me fez falta foi a falta de não saber o que faz falta – e se eu parar pra pensar, é bem isso mesmo. Nunca tive o que eu quis pra poder sentir a falta. A vida continua a mesma, nem as pessoas mudam. O que muda é um ou outro fato, um sentimento aqui e ali que com toda a força que tenho – ou que não tenho - o forço pra fora do vaso sanitário – ou pra dentro, dependendo do contexto – e simplesmente o violento a se colocar onde ele deve ficar.

Intocável.

Chega de tanta merda. Com a insatisfação, a melhor coisa a se fazer é ir atrás de uma bunda pra comer e ficar feliz ao invés de ficar fazendo os outros se humilharem e se rastejarem por algo que não tem sentido em existir. Arranjar alguém pra esse desejo carnal é fácil, o difícil é arranjar alguém que estava disposto a dar o que eu cheguei a estar.

Vou parar de litanias, até porque eu tenho certeza que alguns ouvidos aguçados vão dar um jeito de ouvir o que eu nem mais faço questão de dizer. Enfadei e essa é a patada que alguém merece levar por deixar meu coração ganhar uma causa perdida.

Beijinhos, mêu bem!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fé de quê, se a pergunta não for muito? Parece que tudo vai cair quando você vê o sorriso torto perfeito da pessoa que faz com que seus olhos brilhem. E deste sorriso, a fé brota. Brota como água na fonte e ela se torna descartável do mesmo jeito, como se você estivesse trocando de roupas pra lavar as antigas. A fé é algo que você não quer entender, é algo que você simplesmente quer ter.
E a tendência é achar que a fé vai te segurar de todos os tipos de queda quando, na verdade, a fé simplesmente é um subterfúgio pra você ser mais forte do que é.

Quem a cria é você, se você parar pra pensar. Ela é só uma palavra.
Mas como qualquer palavra, tem o efeito devastador.

Fica a dica (?).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Piano

Se você não sabe como entrar em equilíbrio, tampouco saberei. Vou sair por aí imitando o som dos animais e falar que esse som é música. O piano, ao contrário de tudo o que pode parecer, é um dos instrumentos que mais mexe com o interno. Ele percorre pelas minhas espinhas e, por formar um som tão agradável que eu não consigo entender sua complexidade – ou sua interioridade, porque pra mim, o piano não é simplesmente o “piano” – ele tem uma acepção que é de tirar o fôlego.

Tem gente que chora por ouvir a música, tem gente que chora porque não consegue ouvir, tem gente que chora porque entende e tem gente que simplesmente sorri porque vê graça na coisa mais indistinta que ela tem. Transformou-se em uma máquina liberal, onde o piano não é mais do que o som obrigatório de alguém que quer ouvir música.

Mas até aí, os momentos e as emoções são escolhidas individualmente. Não sei, na verdade, até onde que quero que o piano envolva minha vida, pois se eu me deixar ser dependido por ele, vou virar uma matéria orgânica e acabar por ser uma composição. São uns arranhões que fazem com que ele se torne importante e tão incrível pra quem vive no futuro.

E é como um piano famoso diria: ninguém dá risada do pobre com frio, das ligações pra dizer “te amo” e das crianças que não voltam da festa sem dizer Adeus.

domingo, 23 de agosto de 2009

Medo

Se eu não tivesse sorte, eu não escreveria as tantas coisas que escrevo. É a criatividade que vem aos meus dedos, mas em contra partida, o medo do erro é o que me obscurece. Aliás, das três coisas a primeira. Medo.
A palavra assusta, dá calafrios. Faz pensar.
Para alguns, o medo só é o passado de alguém que agora tem coragem. Para outros, medo simplesmente é o fato de não conseguir superar um trauma que aconteceu. E para esses outros, o medo é algo que vai atormentar a vida por um período indeterminado até ela criar a coragem suficiente pra botar medo no medo.
Nesse momento - no meu agora! - o medo me atormenta, muito embora eu o esteja desafiando com toda a caligrafia e toda a força de vontade que tenho ou a cho que tenho.
Esse medo me faz querer fazer coisas idiotas... Umas coisas que fizeram comigo, coisas que são frutos de pessoas que sentem medo de encarar a outra cara-a-cara e resolvem simplesmente bloquear os meios de contato. E se isso não é medo, também não sei e nem quero descobrir o que é. O meu nome não é "cagão", mas longe disso vou fazendo a vontade de fugir de tudo aquilo que me atormenta. E para mim - embora possa não parecer certo! - fugir muitas vezes é a melhor forma de enfrentar um medo. De vez em quando, fugir te mostra que se você tivesse encarado ele de frente, você iria perder. E não me arrependo de de vez em quando fugir do que se deve esconder.
No meu medo, se eu o encarar de frente vou perder no olhar. Ele me vence. Minha resistência ainda não existe, não tenho vacina para essa doença ainda desconhecida na cura, mas completamente perigosa nos sintomas. O medo é o sintoma mais fraco que existe, onde você deve se sentir bem até que ele não seja mais permitido.


Medo escorre entre meus dedos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

medo, piano e fé

As páginas brancas do meu diário se iniciam de uma forma leve. E com o início, três coisas básicas se iniciam juntas: o medo, o piano e a fé. Coisas que vão ter um significado mais tarde. E que não mais se atreverão a me provocar.