Eu sonhei alto, gritei no meio da rua. Quis compartilhar e não deu tão certo assim. Talvez, num instante pasmo de um segundo contínuo, eu viva a vida. Quem sabe assim, dessa forma, eu me identifico e descubro o que realmente espero de mim mesmo.
"Me encontra em meia hora?", me perguntam.
Pra quê? Viver?
Não sei.
Não quero, estou bem.
Sinto-me cômodo, sem a necessidade de ter de sair de onde estou pra fazer algo que não vai me atrair. Que desconheço.
Provavelmente é por isso que o desconhecido é temido, não porque é perigoso e sim porque não sabemos lidar com ele. Com esse conspículo vai-e-vem de informações. E é estranho, sabia? Toda essa farra de olhos virados, caretas forçadas por duas teclas do teclado ou os sorrisos amarelos escondidos por trás de um nariz vermelho. Disso nada espero - nem conseguiria, se eu assim o quisesse - e nem mesmo minhas ideias luxuosas de saber com o que estou lidando dariam conta do turbilhão de informações conectadas e compactadas dentro de mim mesmo. Eu não sei. Nem eu sei!
Não me arrependo e não me preparo para o que vai vir. Eu aceito, sem reclamar. Faz parte da vida, creio eu... Se não fizesse, não viveriamos. Logo concluo e me ausento. Aquieto.
Pego minha mochila, meu celular, minha carteira e me certifico de que tenho tudo aquilo que preciso pra existir mesmo que um pouquinho melhor. Caminho na rua e inconscientemente me preparo pra fazer a pergunta para a pessoa mais próxima que estiver disposta a viver.
"Me encontra em meia hora?"
Muito Legal seu blog adorei!!!!!!
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