É dia de sol e você põe sua melhor roupa. Se é mulher, se maqueia e faz questão de dar a volta na cabeça e ainda fazer um lacinho com o delineador. Se é homem, aí depende. Tem uns que só jogam o boné... Dizendo por mim, eu adoraria me arrumar por uma meia hora antes desse momento.
Você chama seus amigos - ou é chamado - e vai dar uma volta.
Vai pro parque, pra praia ou pra casa de alguém - onde tudo provavelmente vai acabar em bebidas e álcool.
Se pá vai ter sempre algum deturpado que vai acabar jogado no canto de tão drogado que ficou. Tua reação vai ser nula, afinal você não tem culpa das identidades exóticas alheias e tampouco vai se prontificar a cuidar do drogado do dia. Pega tua câmera e registra a cena.
Dá mais uma voltinha e se sente perdido. Uns causando, outros drogados. Alguns casais e alguns igual você. Perdidos. Não digo perdido como se você não soubesse o que faz ali, porque você provavelmente sabe. Mas perdido no sentido de que todos eles têm uma noção do que querem, todos eles estão felizes - ou tristes - por algo que escolheram e que - em pelo menos alguns casos - eles não trocariam esse estado de espírito por nada nesse mundo.
Você bate a foto sem saber entender em qual ângulo vai se encaixar melhor. Continua na boa com os amigos e observa os casais se beijando - e não se espanta por eles serem gays porque você sabe que também é - e verifica os outros amigos, dispersos no que sabem fazer de melhor sem ter a consciência de que aquilo provavelmente não é nada perto do que são realmente capazes de ser (e fazer).
Você se lembra que quando a saudade não cabe no peito, escorre pelos olhos. E não consegue bater a foto disso.
Espera que uma mensagem subliminar te chame a atenção e te mostre pra quê você realmente serve. Se é para amar, se é para se drogar, para beber, ser observador e bater foto ou simplesmente comentar a respeito da vida dos outros, confiante de que algum dia alguém fará o seu papel e comentará a respeito de tua vida com exatamente o mesmo receio que você tem com as palavras.
Agora a foto é imaginária. Dá um sorriso com a mão na cintura ou manda beijinho? Desconhece a pose.
Passa o cartão, compra a cena e espera sentado o dia em que ela vai se salvar.
eu não entendi ao cero a mensagem que você quis passar. Mas, me pareceu que você esta cansado de certas coisas que vem acontecendo, ou já muito acostumado, quem sabe até ancioso pra que algo de novo e sublime aconteça...
ResponderExcluirAmei seu blog. Beeeeeijos (L)