Essa semana parei para ler alguns textos que escrevi quando estava ‘apaixonado’. Sabe, era estranho. Eu me sentia como se eu fosse a pessoa mais sortuda do mundo e que eu tinha encontrado o amor da minha vida. Meu, faz pouco tempo! São meses, eu me lembro ainda do estado que eu estava quando eu podia chegar aos olhos da pessoa – que por sinal, hoje vejo que não fez nada pra merecer o sentimento que eu tinha – e dizer a ela o que eu sentia. Eu provavelmente diria “te amo” sem pestanejar se fosse necessário e ela pedisse.
Um minuto de silêncio.
Li todas – ou acho que todas - as minhas cartinhas de “eu te amo, mas tenho medo de dizer” e todo o resto. Lembrei da parte do caderno que separei só pra escrever dos meus sentimentos. Cheguei a me sentir como se eu estivesse me iludindo.
Sim, eu me iludi. Eram criações da minha mente, não era a realidade. Era o que eu acho que – veja bem, hoje eu acho – que eu queria que fosse real.
Eu era estranho. Irritava-me facilmente, sentia ciúmes involuntários por coisas banais e não sabia controlar minha simpatia.
Eu era ruim, eu amava e queria ser amado. Eu estava sendo egoísta, eu queria o amor de graça sem dar nada em troca.
Não me arrependo, se eu voltasse ao tempo talvez eu fizesse tudo de novo – só que desta vez, eu não me esforçaria para mostrar quem eu sou.
Alguém que não me passa confiança de que teremos um bom futuro não pode ser considerada uma pessoa que mereça meu sentimento e minha atenção pessoal.
E embora essa mensagem não queira passar absolutamente nada, eu quis passar. Quis compartilhar que hoje vejo tudo de um ângulo diferente, que me tratei e que hoje entendo e me entendo.