segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

inspiração.

Acho muito intensa a forma que eu me inspiro pelo que os outros passam. Não é inveja, eu sei que não é... Mas é algo que eu queria pra mim também. É algo que qualquer pessoa quer, independente se o próximo tem, se não tem ou do que vão dizer.
Às vezes são coisas bobas, fúteis e imbecis (?) que de vez em quando nem vejo motivos para que elas existam.

É uma delícia toda essa peça qualificada que se compõe com o passar do tempo, com seu eu inexplicavelmente sorridente e com toda aquela história dos sentimentos imperiais.
Eu sou tão sistemático que nem sei mais o que penso... Todos os meus assuntos acabam no mesmo ponto; tão viável e esperado.
Dessa vez não vou ceder, eu vou aguentar e vou inventar tema - mesmo não estando brincando do jogo dos 10 minutos - e vou fazer com que eu mesmo me divirta com toda essa fauna exclusiva da minha mente.

Hoje descobri que tenho amigos trouxas. Descobri que sou feito de idiota e que nem sempre os amigos secretos são secretos como deveriam ser...
Pode servir como desabafo, mas só quero falar por falar. Pessoas que se comprometem a fazer coisas e por fim desistem são deprimentes. São tristes e dignas de pena.
Árgh, compare-se a desistir de um sonho ou desistir de um amor. Essas comparações só vão te mostrar a verdadeira realidade.

E aí você para pra pensar no que você ganha desistindo das coisas mais simples e importantes da sua vida. Para pra pensar na música que te faz chorar, no quadro pendurado na moldura do teu quarto e nas crenças que você tem em todas suas ilusões. Para pra pensar na frase que está escrita atrás de sua foto preferida, na mensagem de celular que você ficou esperando e não chegou, nas simples linhas e frases dos textos que você escreve e de todas as outras formas de expressão que de alguma forma conectam você com o outro lado que está intocável.

Você sente a saudade, mas não pode tocá-la.
A saudade é intocável e você se martiriza. Se olha.
Vê um espelho derretido:
- Não! Espelho derretido distorce a imagem, por favor volte aqui. Não quero te perder, não quero alguém que não seja você. Não quero ver uma imagem que vá me assustar.
O espelho volta.
Você se recompõe.
O espelho quebra:
- Não! Não quero você destruído perto de mim, não quero ver minhas lágrimas correrem pelos seus olhos e não quero olhar para o outro lado. Quebre meu coração, mas não quebre sua imagem. Por favor, não some do meu controle. Não faça eu me perder, não me faça gritar por socorro. (...) Meu celular está fora de área e estou disposto ao que você exigir para que eu veja sua imagem intacta.
Aonde foi parar essa conversa? Aonde foi parar a inspiração?
Assim está melhor... Me vende o melhor de você.
Eu burlo a mega-sena e te pago o infinito.

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