quinta-feira, 29 de julho de 2010

yang

Tenho medo do que minha mente pensa... Me assusto, pra falar a verdade. Odeio ter que espetar e alfinetar alguém. Muitas vezes nem o faço - fisicamente - mas de alguma forma, minha mente pensa essas besteiras e no fim das contas acabo querendo me deturpar por ter compartilhado esse desejo sem nexo com minha cabeça ou com o papel e teclado onde escrevo. As cores verdadeiras não me aparecem.
A falta de algo pra faltar me incomoda. Me deixa pálido, tenso. A sobra da comodação me mostra até onde não tenho que ir ou se, no último caso, eu for para algum lugar a partir da falta de informação, vou saber que lá não preciso voltar.
Para deixar claro, falar de desgraças aumenta minha estima porque essa é uma coisa que sei fazer muito
É hora de gritar!
"".
É um grito oco por trás de meu ouvido que insiste em não reconhecer minha voz. Meu gelo. Meu Frio. Vazio.
Repito: vazio.
Uma sensação de perdição, como se eu sentisse dores articulares quando não tenho articulações suficientes pra tanto incômodo. É uma descrição excruciante e excitante, que faz meu peito estufar e palpitar de alegria, desabafo, desaforo, desapego, dor, amor e exclusão.
Nesse frenese, um aquarela é pintado. Cores e sentenças filosóficas e algébricas que, condecoradas e misturadas com algo que não acredito que eu vá algum dia entender, provam que existir é fatal. Desamedronta - se é que esse verbo existe -e fica feliz com o pôr do sol imaginário, mesmo que isso, nesse caso, seja inútil e indiferente para mim.
bem.

domingo, 11 de julho de 2010

Classifique sua semana.

Se você olhar para o relógio, o que você vai encontrar? É provável que tope quartos de horas e minutos quebrados que nem vai perceber que estão passando. Segundos que correm dos seus olhos.
O tédio é escasso, é esnobe, ineficaz e muitas vezes altruísta.
Você entediado provavelmente não vai conseguir sair por aí dando um jeito de acabar com seu tédio, mas com certeza se você souber bem onde procurar pode acabar espalhando-o para todos.
O tédio me tira o assunto. Não me dá muitas alternativas sobre o que pensar, sobre o que falar, sobre o que escrever e nem pra onde fugir. É uma arma que percebi que me limita onde quer que eu esteja e, mesmo que escrevendo em terceira pessoa pra passar a culpa para algum personagem que eu não quis criar, esse sentimento de culpa não vai sair de mim. Não vou conseguir extorquir do meu corpo algo que sempre esteve lá – adormecido ou despertado, como queira - e que quer aparecer para dar o ar da graça somente quando quero que ele não apareça.