segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Com certa frequencia eu ouço comentários de pessoas próximas de mim falando da minha inconsistência e dos meus milhões e milhões de sonhos que até então não fui capaz de materializar.
Vejo essas mesmas pessoas palpitando e me colocando em uma bolha, dizendo pra onde ir, pra onde não ir, que caminho seguro seguir, que caminho perigoso não seguir, que tipo de amor viver ou deixar de não viver.
A preocupação pela loucura desvairada? Vem de quem a gente ama. Talvez, com a permissão de si, esse amor deixe de ser uma interferência e se torne uma constância.
É hora de deixar a opinião alheia para o lado e focar no que importa. Já sei que com o tempo de vida que tive, tive 200 mil sonhos; vivi apenas alguns mils. Livros autografados, flashes cegando meu rosto, letras de músicas e minha voz cantando em todas as rádios registrando que minha existência não somente existiu, mas falou com outros seres e de formas notáveis.
Tenho nome. Tenho cor, voto, semelhanças e importâncias.
 Leonardo Romão. 25. Pisciano, sonhador e artista da alma.

Ainda há o que vir.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

líquido, sólido ou gasoso?

 incrível como os estados da água falam dos nossos relacionamentos com mais propriedade do que nós mesmos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

desapegar

desapega. das velhas meias, dos calçados que apertam, das agonias que têm sido carregadas.
desapega. do luto, da raiva, da dor, da negatividade, da inveja, da culpa e dos ciúmes.
desapega. do ruim, do indiferente, do que já não tem mais valor e daquilo que até tem valor, mas que não é o esperado.

faz bem.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

breve desabafo

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[por muito tempo eu achei que sentir-se só e ilimitado era a verdadeira natureza humana. nascemos sós, vivemos por conta própria e quando morremos, também morremos em um caixão individual. tudo a mesma coisa, tudo representação de uma coisa só.
mas, agora, diante de quase um quarto de vida que passaram-se sem eu perceber como aconteceu tudo o que aconteceu, minha insegurança bate e limita-se entre minha própria segurança. o medo do afastamento, da perdição das pessoas que amo e a necessidade de me abrir vs o risco de perder a minha própria liberdade.
não há descartes. não há copos quebrados. não há o que haver]
...