quarta-feira, 30 de setembro de 2015

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olhos pequenos
que fazem
vista grossa

terça-feira, 29 de setembro de 2015

acertos inconsequentes.

Eventualmente pessoas em espaços inesperados aparecem. Dizem que não querem nada, que não sabem de onde vieram ou pra onde vão, que o sol bateu errado em alguma casa e causou aquele encontro, e que qualquer coisa que poderia ter impedido aquele encontro de acontecer, não aconteceu. No fundo, pessoas são macabras. Elas têm uma ideia de que querem vir pra ficar. É sempre assim. Sou assim e sei que as pessoas sabem o que querem. O erro, na verdade, não é querer ficar, e sim esquecer do que se tem pra trás. Do que já tinha e passou a não servir mais.
Daí então vem o descarte ecológico, chegando devagarzinho, com frio e talvez até com algumas ideias fúnebres. "Tchau", eu diria. Tchau!!!! Fácil assim.
Tchau! 
Mas qual é o tempo que dura para se entender que um tchau não é simplesmente um tchau? No meio tempo, o frio na espinha. O soco na boca do estômago e as borboletas voando descompassadamente em algum lugar impossível de se mexer. O corpo imóvel e enrijecido de escolhas. De erros. De medos! O corpo se prepara pra saber que, de fato, errou. Começou errado. Tá indo errado! Mas também tá indo certo!
Até porquê, afinal de contas, a linha entre o certo e o errado é muito tênue. Tão tênue que frequentemente cometo acertos achando que são erros... E sei - e como sei! - que a minha psicopatia para coisas que tendem a dar errado é quase tão alta quanto a minha vontade de ganhar na mega sena.
Somos feitos de encontros e crescemos com as despedidas. De alguma forma, essa balança faz algum sentido agora. Mostra-se. Impera! De repente quero ser libriano, de repente quero ir a lua, de repente quero transar tanto que perco até a vontade de existir. De repente perco o fôlego. De repente, de repente. 
Mas sei que fui feito pra passar por isso. Por dúvidas e derrepentes. Por manobras do destino que são ditadas pelo meu comportamento... Mas como eu poderia fazer diferente? Não há escolhas. A única escolha que existe, no momento atual e em qualquer outro, é arriscar. É fazer a doce e amarga escolha de errar e esperar que em algum tempo esse erro traga acertos. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

as coisas são:

Formas, cores, amores, temores e odores. De muito, perde-se pouco. De pouco, tem-se muito.
Por menos equações e mais soluções. Por mais sejam e menos são. Por mais, por menos, porém...



o que acontece
prevalece
entontece
ou se parece
com alguma prece?

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

o dia que o sol brilhou mais forte

se eu escrever uma poesia
e chamar ela de livro
quem é que vai me dizer
que meu livro não é poesia?

[se o livro precisa de páginas
e as poesias precisam de linhas
então minhas linhas são páginas
e as páginas não são linhas]

e quem é que vai dizer
que minhas páginas não são linhas?
ou que meus livros são incompletos
ou cheio de páginas vazias?

Afinal, o que é melhor
: páginas vazias e livro completo
letras maiúsculas no início da frase
ou um livro completo de páginas vazias?
pra responder, sinto o orgulho
de uma vaidade que bate forte
e leva toda a emoção
de um pedido indandescente
que te fiz, de antemão.

talvez, por um momento,
a gente chegue na conclusão
!!!!exclamações de razão!!!!
bem distantes da emoção.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

verbalizando o medo

as dúvidas perseguem a mente
a mente persegue outras ideias
e outras ideias, mais dúvidas

nesse ciclo interminável,
dúvidas insaciáveis geram medo
(recipiente de incapacidade)
e incapacidade não é sentimento,
é dor.

dor daqui e dor de lá.
por quê é que na poesia me sinto bem
e em tanto espaço me sinto mal?

o porque de um vazio extremo me invadir
é o mesmo porque que obriga as estrelas a existirem
que esconde o sol atrás das nuvens
e meus vampiros na madrugada.

lanço agora um manifesto
contra minhas mentiras
contra minhas mágoas
e contra minha inércia

contraponho o que tiver de ser posto
e, contanto que não seja meu desejo oposto,
me entrego sem torturas
porque somente assim
minha poesia ganha vida.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A hora.

O recomeço, as vezes, é agridoce. Talvez sempre seja, pois não há como recomeçar algo sem se desligar da nostalgia do passado.
Talvez recomeçar seja todo o processo da vida. Pra onde ir, de onde vir, por onde passar. Pra quê, se vamos sempre recomeçar?

É hora de buscar respostas. Hora de buscar maiores motivos para recomeçar coisas que não fazem sentido terem recomeço.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

There's no use to bother
Because love is for the poor
So cut out your knockin'
Cuz I will never come, I will never come to the door
You knew just what this was
And I don't want you forevermore
I warned you before, hey baby
I warned you before, oh honey
Well I could've sworn I told you I was mean

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Existe uma certa confusão acontecendo dentro de mim.


Eu começo o dia sabendo quem sou e o que quero, mas na primeira hora da manhã me desintegro. Achar que estou seguro é pura insegurança; achar, por achar, não significa nada.
Talvez eu esteja sentindo uma pequena nostalgia ao associar o título desse blog com os recentes acontecimentos da minha vida.

(talvez eu também precise impedir que os talvezes dominem minha vida)

Ao me olhar no espelho, sinto que estou alguns anos atrasado.
Tenho que sair desse panorama. Já não sei mais se o título desse blog é conotativo ou denotativo.