terça-feira, 25 de agosto de 2009

Piano

Se você não sabe como entrar em equilíbrio, tampouco saberei. Vou sair por aí imitando o som dos animais e falar que esse som é música. O piano, ao contrário de tudo o que pode parecer, é um dos instrumentos que mais mexe com o interno. Ele percorre pelas minhas espinhas e, por formar um som tão agradável que eu não consigo entender sua complexidade – ou sua interioridade, porque pra mim, o piano não é simplesmente o “piano” – ele tem uma acepção que é de tirar o fôlego.

Tem gente que chora por ouvir a música, tem gente que chora porque não consegue ouvir, tem gente que chora porque entende e tem gente que simplesmente sorri porque vê graça na coisa mais indistinta que ela tem. Transformou-se em uma máquina liberal, onde o piano não é mais do que o som obrigatório de alguém que quer ouvir música.

Mas até aí, os momentos e as emoções são escolhidas individualmente. Não sei, na verdade, até onde que quero que o piano envolva minha vida, pois se eu me deixar ser dependido por ele, vou virar uma matéria orgânica e acabar por ser uma composição. São uns arranhões que fazem com que ele se torne importante e tão incrível pra quem vive no futuro.

E é como um piano famoso diria: ninguém dá risada do pobre com frio, das ligações pra dizer “te amo” e das crianças que não voltam da festa sem dizer Adeus.

domingo, 23 de agosto de 2009

Medo

Se eu não tivesse sorte, eu não escreveria as tantas coisas que escrevo. É a criatividade que vem aos meus dedos, mas em contra partida, o medo do erro é o que me obscurece. Aliás, das três coisas a primeira. Medo.
A palavra assusta, dá calafrios. Faz pensar.
Para alguns, o medo só é o passado de alguém que agora tem coragem. Para outros, medo simplesmente é o fato de não conseguir superar um trauma que aconteceu. E para esses outros, o medo é algo que vai atormentar a vida por um período indeterminado até ela criar a coragem suficiente pra botar medo no medo.
Nesse momento - no meu agora! - o medo me atormenta, muito embora eu o esteja desafiando com toda a caligrafia e toda a força de vontade que tenho ou a cho que tenho.
Esse medo me faz querer fazer coisas idiotas... Umas coisas que fizeram comigo, coisas que são frutos de pessoas que sentem medo de encarar a outra cara-a-cara e resolvem simplesmente bloquear os meios de contato. E se isso não é medo, também não sei e nem quero descobrir o que é. O meu nome não é "cagão", mas longe disso vou fazendo a vontade de fugir de tudo aquilo que me atormenta. E para mim - embora possa não parecer certo! - fugir muitas vezes é a melhor forma de enfrentar um medo. De vez em quando, fugir te mostra que se você tivesse encarado ele de frente, você iria perder. E não me arrependo de de vez em quando fugir do que se deve esconder.
No meu medo, se eu o encarar de frente vou perder no olhar. Ele me vence. Minha resistência ainda não existe, não tenho vacina para essa doença ainda desconhecida na cura, mas completamente perigosa nos sintomas. O medo é o sintoma mais fraco que existe, onde você deve se sentir bem até que ele não seja mais permitido.


Medo escorre entre meus dedos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

medo, piano e fé

As páginas brancas do meu diário se iniciam de uma forma leve. E com o início, três coisas básicas se iniciam juntas: o medo, o piano e a fé. Coisas que vão ter um significado mais tarde. E que não mais se atreverão a me provocar.