Se estou sendo filmado, a graça de sorrir é só pra sentirem meu sarcasmo.
Nesses instantes eu sinto que as ideias são ideais, que meu sarcasmo é somente medido pela quantidade de vezes que uso ele. E esse sentimento, por falar nisso, é uma arma de duas pontas. É perigoso sim, pois há o risco das pessoas desacreditarem em minhas perspectivas de tanto que eu o uso. Sei lá!
Tudo é natural e normal... E da mesma forma que você usa seu sorriso pra mostrar que você está feliz, seu sarcasmo sai do bolso pra mostrar que felicidade também nasce de uma mentira. De uma mentira que talvez não seja perigosa, mas que pode mudar tudo o que você pensa de uma forma momentânea.
Assustadora.
Depois de tudo e por tudo... Passar por esses riscos de se deixar perder por um sarcasmo tão idiota, um sentimento fútil e sem significância, vale a pena refletir: pra quê sorrir se o sorriso vai ser só a transparência do que você quer passar?
Desculpe, pode continuar me filmando.
Não vou sorrir.
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