quarta-feira, 29 de julho de 2015

algum tipo de reflexão aleatória

Hoje eu tive muitas reflexões da vida. É interessante que em cada momento sozinho uma nova reflexão é lançada. Não importa.
Seja em casa no meu quarto, na rua dentro do ônibus, sentado escrevendo um texto vazio ou uma mensagem de texto, seja no trabalho ou mesmo dormindo. Nossa mente sempre prega reflexões instáveis dentro de nós mesmos, e na maioria das vezes, não nos deixamos levar e ignoramos nossas intuições.
Isso só nos afasta de nós mesmos no quesito do auto-conhecimento. Quando deixamos de ouvir nossa voz interior, perdemos a consciência de quem somos ou porque estamos aqui. É importante deixar isso sempre marcado na mente e nunca esquecido dentro de nossas personalidades. Com o tempo, aprendemos no tapa a confiar mais em nossos instintos humanos e voz interior. Isso é fato.
Quero mudar isto na minha vida, pra falar a verdade. Quero permitir que minhas reflexões tomem mais tempo de mim. Quero que elas não sejam ignoradas por uma consciência massacradora que despreza essa minoria. (Politizando e problematizando em qualquer lugar ou assunto, devo ter aprendido isso em algum lugar...)
Percebi que quando abro minha mente para escrever, me forço a pensar. Me forço a pensar não somente em algo para escrever e tirar o peso de "escrever" da consciência, e sim em algo interessante que vá, de alguma forma, acrescentar algo em alguém - mesmo que este alguém nunca leia o texto.
Isso é uma reflexão mínima, que não necessita de nenhum tipo de apuração elevada para se perceber. Mas é um pensamento. Um pensamento que escapei agora e decidi escrever a respeito porque achei que deveria valer mais tempo do que eu originalmente daria.
Dá pra perceber? Foi um pensamento simples que tive. Mas que me trouxe uma reflexão maior de estar aqui.
Hoje também pensei no quão bizarro meu livro de coisas para se escrever pode ser também.
Eram pra ser 642 coisas - que entendi "coisas" por coisas simples. Erro meu! Hoje peguei dois temas que me deixaram de ponta-cabeça.
Como você poderia escolher se prefere ter um prêmio nobel ou ser um rock star? E em qual momento da sua vida você escreve seu obituário? E como se não bastasse isto, o quê você escreveria no seu obituário? Reflexões e reflexões.
Acho legal que sejam lançadas a rodo. Ouvi algumas músicas, depois de ter fumado maconha, e entrei em uma brisa bem intensa. Consegui ouvir e prestar atenção em cada acorde e me sentir vivo dentro daquele som. Literalmente.
Me senti feliz! Me senti em paz em um lugar onde o som daquela música não fazia nada além de me trazer tranquilidade e forças para continuar.
A música que ouvi foi "Gypsy", da Lady Gaga. Embora seja uma cantora pop, as letras têm uma pulsação forte de um coração louco por letras e por loucuras. Gypsy fala sobre largar tudo o que tem na vida para correr atrás dos sonhos. Gypsy retrata que, por mais difícil que possa parecer, desistir não é uma opção quando sabe-se o que foi deixado pra trás para alcançar um novo objetivo.
Por isto, a música é estigmatizada em torno de ciganos. Não consigo pensar - quero ser corrigido se estiver errado - em pessoas que curtem mais a vida do que ciganos.
Me coloquei na mente deles por algum tempo. Imaginei-me sem casa, lar nem pra onde ir e vir. Mas imaginei-me, ao mesmo tempo, feliz. Contente de saber que para onde quer que eu vá, irei para algum lugar. Contente de saber quer conhecerei coisas novas, lugares novos, pessoas novas, amores novos e passarei por problemas novos.
Não somente sem o medo de dar passos em cego, mas também com a certeza de que, onde quer que eu pise, pisarei em algum lugar que me traga novas experiências.
Percebo, também, que não posso ser totalmente bonzinho comigo mesmo. Não tenho mais uma mente imaginaria que me safa de todas as merdas que penso e apronto. Tenho uma mente que me deixa ser capaz de ser meu próprio dono, mas que de vez em quando reluta entre a razão e a emoção. Acho que essa capacidade de saber o certo e o errado é o que nos faz racionais, e a capacidade de ter dúvidas é o que nos faz humanos.
O pensamento é único e intransferível, mas as palavras não. As palavras de um pensamento podem ser repassadas a diante, por mais que, mais uma vez, seus sentidos sejam dúbios.
Vai saber...

No mais, passei dois bons dias. Escrevi este post em dois dias, aliás. Esqueci de citar todas as vezes que pensei. Também não me lembro o ponto onde parei em um dia para continuar no outro, mas suspeito que seja entre o corte de uma ideia e outra. É difícil continuar a mesma linha de raciocínio...

Pra finalizar, estou com sono. Já são 4:13 da manhã e eu estou aqui, escrevendo meus pensamentos com uma vela aromatizada acesa. Acho que o aroma é de eucalipto, mas não tenho certeza. Só sei que é bom. Ademais, deixarei postadas aqui estas reflexões e esperarei que sejam capazes de dar um nó na cabeça de quem as lê pela primeira vez.

Somente após isto - assumo o sadismo - estarei satisfeito.

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