Cinco humanos representavam a força total do universo. Cada um, preso em sua própria responsabilidade e segurança, era responsável por manter a paz, a balança e o espírito de suas próprias energias e forças vitais em completa harmonia com as forças terrenas.
Eles eram as únicas criaturas consideradas imortais pela natureza. Filhos do pai universo e matérias supremas das brincadeiras da mãe natureza, os cinco elementos circulavam em paz ao mundo e seus receptáculos tinham consciência da responsabilidade que ali existia.
O Deus dos cinco elementos era neutro. Não era bom, não era ruim, não era matéria física nem mental. Não era baseado em letras humanas, livros escritos a mil anos atrás ou fragmentos mal estudados de alguma teoria científica.
Cada um dos cinco elementos era seu próprio Deus e ter um Deus criador de todo o universo era algo que não fazia sentido para seus olhares de orgulho desafiador. Nada que explicasse isso soava menos do que uma afronta ao universo e uma provocação para uma guerra cósmica. Por milhares de anos durante a história do planeta, os cinco elementos entraram em guerra, causando enchentes, destruições, queimadas, terremotos, tsunamis e outros desastres naturais nunca explicados anteriormente.
Entretanto, embora tivessem o humor oscilável, os cinco elementos viviam na mesma cadeia alimentar. Ainda que negassem a existência de um ser superior, estavam em um receptáculo humano que, se não fosse substituído depois de certo tempo, teria sua data de expiração marcada.
Mesmo em corpo de pessoas comuns, sua superioridade era indiscutível. Muito embora precisassem de alimentos e de suporte para manter sua existência humana, acumulavam uma sabedoria milenar que dispensava qualquer tipo de acordo insano com a vida. Suas necessidades de alimentação eram muito diminuídas: os deuses elementares não aceitavam se alimentar de outras vidas, sendo que as colheitas de grãos, verduras e vegetais acabaram tornando-se sua fonte única válida de alimentação.
Amor e o ódio não existiam, laços afetivos com humanos eram neutralizados por suas forças e o mundo, para eles, era destinado a viver em uma perfeita e constante harmonia. controlada pelo balanço da matéria elementar.
Durante a história da humanidade, os deuses tentaram se aproximar dos humanos e criar relações saudáveis, porém a frustração e a tristeza sempre os cercaram quando a inviabilidade da vida eterna no mundo dos humanos, chamada de morte, ocorria. Embora fascinados com a evanescência da vida, os deuses não conseguiam completamente entender qual essência a morte tinha, uma vez que suas existências seguiam um ciclo de vida diferente; eles eram imortais e, por isso, não sabiam lidar com a perda da morte, o que ocasioava fúrias irresponsáveis em momentos de nostalgia descontrolada.
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