Daí então vem o descarte ecológico, chegando devagarzinho, com frio e talvez até com algumas ideias fúnebres. "Tchau", eu diria. Tchau!!!! Fácil assim.
Tchau!
Mas qual é o tempo que dura para se entender que um tchau não é simplesmente um tchau? No meio tempo, o frio na espinha. O soco na boca do estômago e as borboletas voando descompassadamente em algum lugar impossível de se mexer. O corpo imóvel e enrijecido de escolhas. De erros. De medos! O corpo se prepara pra saber que, de fato, errou. Começou errado. Tá indo errado! Mas também tá indo certo!
Até porquê, afinal de contas, a linha entre o certo e o errado é muito tênue. Tão tênue que frequentemente cometo acertos achando que são erros... E sei - e como sei! - que a minha psicopatia para coisas que tendem a dar errado é quase tão alta quanto a minha vontade de ganhar na mega sena.
Somos feitos de encontros e crescemos com as despedidas. De alguma forma, essa balança faz algum sentido agora. Mostra-se. Impera! De repente quero ser libriano, de repente quero ir a lua, de repente quero transar tanto que perco até a vontade de existir. De repente perco o fôlego. De repente, de repente.
Mas sei que fui feito pra passar por isso. Por dúvidas e derrepentes. Por manobras do destino que são ditadas pelo meu comportamento... Mas como eu poderia fazer diferente? Não há escolhas. A única escolha que existe, no momento atual e em qualquer outro, é arriscar. É fazer a doce e amarga escolha de errar e esperar que em algum tempo esse erro traga acertos.
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