Sem deixar de ressaltar que é gostoso ter controle das situações. É necessário assumir.
Embora soe um pouco arrogante e egoísta - em um espaço meio filosófico de se escrever - nossa vida é feita de momentos alheios. Talvez seja uma maneira negativa de enxergar a vida, mas ela não pode, de maneira alguma, deixar de ser vista. Chega a tornar-se muito próximo da naturalidade
Vivemos com aquela curiosidade de saber o que o outro está fazendo ou pensando. Queremos saber o que o amigo decidiu em relação às escolhas do trabalho, queremos entender o porque nossos pais não cuidam da saúde, queremos criar um contexto pra todos os momentos da vida, queremos achar motivos e importâncias singulares e significativas para qualquer música que ouvimos. É, a música é feita de momentos mesmo. Que compõem a vida, direta ou indiretamente (sendo o indireto o que não faz parte da tua vida).
Assim levamos a vida. Sem refletir, sem construir nossos próprios aviões, sem termos nossas próprias revistas de sala pra ler. Vivemos nossa vida sem saber o que vai acontecer depois da cifra maravilhosa da nossa música favorita, sem saber se aquele violão está tocando pra você ou para qualquer outra pessoa que seja diferente de você. Vivemos no paradigma absurdo de achar que podemos entender a vida das outras pessoas mesmo sabendo que nosso universo é bagunçado e fora de órbita.
Fico pensando em como melhorar. Ao mesmo tempo, não sei se estou errado. Quero melhorar? Tem fórmula certa de viver a vida?
Duvido que algum dia eu saiba dessa resposta. Enquanto isso, dou lição de moral.
Achando que acho alguma coisa.
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