E essa vontade que me bate de fazer uma retrospectiva do que vivi e uma perspectiva do que quero viver?
Percebi há pouco que não tenho estribeiras quando vou me referir aos amigos que fizeram parte de preciosos dias que se decorreram em meu ano, e certamente não me importarei de elogiá-los quando eles me impressionarem ainda mais nos próximos dias a serem vividos.
Percebi há pouco que não tenho estribeiras quando vou me referir aos amigos que fizeram parte de preciosos dias que se decorreram em meu ano, e certamente não me importarei de elogiá-los quando eles me impressionarem ainda mais nos próximos dias a serem vividos.
E m inha família, que acabou se tornando única? Que soube onde evoluir, crescer, aceitar e amar. E que dá algum jeito obsoleto e absoluto de enfrentar meus problemas no escuro, com medo de encarar meus demônios me olhando no fundo dos olhos.
Todos ficamos tão adultos, tão distantes e independentes que sinto um pouquinho da dor ao lembrar quando chegava em casa contando que tirei 10 em português. Isso fazia com que meus pais tomassem o assunto como pauta da semana. Meus irmãos, em contra partida, me parabenizavam com ovos na cara, chantagem emocional e uma inveja estampada nos olhos de criança inocente.
Mas aí que o ano passa, né? E temos que deixar alguma marca para nos lembrar do ano que se passou. Só que eu não gosto de fotos! Veja bem, sou vaidoso... Se saio com um nariz grande, queixo quadrado ou o cabelo satanizado provavelmente destruo todos os registros fotográficos e eternizo a foto apenas na lixeira.
E com a lixeira cheia de fotos e arquivos temporários, acabo me esquecendo de jogar nos meus documentos momentos que dizem mais do que cara feia ou bunda peluda.
E os momentos... se vão.
Com foto, sem foto, com família ou sem. Com o "amo você" precarizado no papel queimado que nunca foi entregue ao destinatário ou com o destinatário implicando que o ama sem necessariamente ter que se queimar pra isso.
Os momentos se vão, e não voltam.
Não é necessário que você viva um ano pra perceber que sua vida tem que mudar, a ignorância mora nos detalhes e nos paradigmas que você coloca na vida sem se dar conta disso.
Não conto minha retrospectiva, ela fica na minha mente guardada com todo o carinho que tenho.
Minhas perspectivas ainda são vazias. No entanto, são infladas de desejo e esperanças. Não valem à pena serem divulgadas sem eu ter certeza do que quero.
E meu ponto final na história? Na verdade, não o faço presente neste texto. Ano novo pra mim não é apenas tempo de me prometer novos desafios, é tempo de reconquistar minha própria dignidade perdida nas promessas anteriores que indignamente deixei de construir por preguiça ou cobiça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário